Alterações em cargos de liderança: entenda seus tipos e efeitos

Alterações em cargos de liderança são parte da trajetória das empresas e podem ser separadas em duas categorias, formal e informal.

13/Mai/2021
Gestão

Na formal, estão as promoções, as mudanças de setor e as mudanças geográficas. Essas alterações são públicas e ocorrem aos olhos de todos. O título do cargo é outro, as responsabilidades aumentam e os gestores costumam enviar uma mensagem aos funcionários para informá-los da novidade. Já na informal, as alterações são mais discretas, às vezes invisíveis, como quando um funcionário assume mais responsabilidades e deveres, mas o título e o nível de autoridade permanecem o mesmo.

Um estudo feito por pesquisadores da European School of Management and Technology de Berlim, na Alemanha, quis saber quais são os desafios da transição invisível em cargos de liderança. Eles entrevistaram 396 pessoas de diferentes níveis hierárquicos para encontrar respostas às seguintes perguntas: Como os administradores passam por esse desafio? Quais são os fatores importantes para a experiência? E quais as lições os executivos e as organizações podem tirar para melhor gerenciar outras transições parecidas?

Os resultados indicam que os líderes, independente do setor em que trabalhavam, consideram as alterações invisíveis significantemente mais difíceis de atravessar do que as formais. Uma das explicações, sugerem os autores, é que as companhias esperam que os líderes, por serem funcionários competentes, tenham também a capacidade de se adaptar. Um dos respondentes disse que a transição invisível requer energia, recursos e “constante auto-reflexão”. 

Outra pesquisa, também sobre mudanças em cargos de liderança, quis entender os motivos que deixam funcionários desencantados com o trabalho após uma promoção e como as empresas podem antever casos do tipo. Esse sentimento, que eles chamam de “blues administrativo”, acontece quando a pessoa vê menos propósito na nova função.

Os resultados do estudo, conduzido por uma pesquisadora da NEOMA Business School (France) com trabalhadores do metrô de Paris, indicam ser necessário observar fatores mais subjetivos ao promover alguém. Ou seja, além de ter atenção a elementos como habilidade e conhecimento, entender as expectativas da pessoa selecionada para a carreira dela.

Uma escolha errada pode trazer prejuízos para a empresa, em especial se for escolhido um novo CEO que não se encaixe na companhia. Uma solução, argumentam os autores desse artigo, é se planejar muito antes da troca de comando aparecer como uma possibilidade. Assim, a firma pode escolher e preparar o candidato com tempo.


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