Bancos, e agora?

Banco Central lança consulta pública que prevê a autorização para que fintechs possam operar no mercado de crédito.

04/Out/2017
Open Banking

No último dia 30/08 o BC (Banco Central) lançou o Edital de Consulta Pública 55/2017, que trata a SCD (sociedade de crédito direto) e a SEP (sociedade de empréstimo entre pessoas). A consulta prevê a autorização para que fintechs (startups do mercado financeiro) possam operar no mercado de crédito. Atualmente estas empresas para funcionar precisam de um braço financeiro para dar legalidade as operações perante o mercado financeiro.

O objetivo do BC com esta ação é levar crédito com mais facilidade a quem precisa.

Com os novos entrantes a concorrência no mercado financeiro ficará mais acirrada e consequentemente haverá uma redução nas taxas para os tomadores finais.

Para o BC as fintechs tem um papel importante de inclusão financeira, visto que através da tecnologia alcançam uma parcela de tomadores importantes da sociedade, as pequenas e médias empresas, que não tem aceso fácil ao crédito no atual modelo.

A proposta é regulamentar dois tipos de instituições:

  • Sociedade de crédito direto;
  • Sociedade de empréstimo entre pessoas físicas.

Para ambas SCD e SEP a captação de recurso é vedada, para a SEP as operações estão limitadas a R$ 50.000,00.

O BC, apesar de julgar como moderada a concentração no mercado financeiro, tem tomado medidas para flexibilizar a entrada de novas empresas no setor, hoje apenas R$ 1,00 (um real) de cada R$ 5,00 (cinco reais) que circulam nas operações financeiras não estão na mão dos cinco grandes bancos do país (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco e Santander). Os médios e pequenos bancos têm dificuldade em concorrer com estas instituições visto que o custo de dinheiro para eles é significativamente maior.

Os pequenos e médios bancos trabalham com nichos específicos de mercado e com estes novos concorrentes terão mais dificuldades em seus segmentos. Importante para estas instituições uma rápida evolução tecnológica (Open Banking, por exemplo), aperfeiçoar suas operações e buscar se integrar com  empresas de outros segmentos que possam captar operações numa maior velocidade e com um risco reduzido, para que assim possam oferecer produtos com o custo mais baixo e se tornarem competitivos.

O cliente, com certeza, ganha com estas opções. Agora é ver como o mercado se comportará. 

Por Rodolfo Cunha

Assessoria de Imprensa Omie

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