Construindo um futuro melhor para moradores de rua

O Instituto Construir é uma ONG localizada no centro da cidade de São Paulo que oferece ajuda humanitária para população de rua

10/Dez/2018
Nossas Histórias
Voluntários na sede do Instituto Construir
Voluntários na sede do Instituto Construir

Visibilidade. Isto é o que mais falta à grande população que hoje vive em situação de rua em toda a cidade de São Paulo e por todo o país. Assim pensa o contador e empresário Ruy Barbosa Vaz, que decidiu que além de sua prática profissional, precisava fazer a sua parte para melhorar a situação destas pessoas.

Ruy conta que isso o impactou quando percebeu que muitas destas pessoas já vinham de locais pobres, como ele veio quando mudou para São Paulo. Nascido no Vale do Jequitinhonha, região conhecida por ser uma das mais pobres do país, Ruy sente que compreende a situação destas pessoas e as dificuldades que sofreram a ainda sofrem.

Com isso em mente, o empresário fundou o Instituto Construir, uma organização humanitária que visa levar educação e inclusão social para pessoas que moram na rua. Ruy espera que as ações do Instituto ajudem na redução da pobreza extrema desta população, assim minimizando a exclusão social que sofrem.

Grupo de voluntários do Instituto Construir
Grupo de voluntários do Instituto Construir

No coração da cidade

Localizados no centro da cidade, na região dos Campos Elíseos, bastante próximo às concentrações de consumo de crack, Ruy explica que por isso suas ações precisam ter uma amplitude que combina com o tamanho do problema daquela região. “A droga é hoje um dos principais fatores que leva as pessoas para a situação de rua. A pessoa às vezes começa de brincadeira, para experimentar, chega ao ponto que desorganiza a família e as pessoas acabam indo para a rua”, explica.

O Instituto também ajuda comunidades da região que sofrem com os mesmos problemas da população em situação de rua, como a Favela do Moinho, localizada embaixo de um viaduto, onde recentemente aconteceu um incêndio que arriscou a vida de muitas pessoas. “Precisamos cuidar destes lugares porque a própria organização da nossa sociedade está criando ambientes onde essas pessoas são expostas a situações que criam aqueles que vão nos roubar” diz Ruy, defendendo que o problema destas pessoas é um problema de todos.

Atualmente o Instituto funciona graças a trabalho voluntário, sendo 158 deles até o momento. Ruy demonstra que são pessoas diferenciadas. “Eles não são pessoas comuns, porque uma pessoa comum tem um olhar que não enxerga essa população invisível”.

E não é apenas uma questão de olhar para esta população, eles a abraçam e convivem com ela, seja em ações na rua ou na própria sede do Instituto.

Voluntários preparando almoço para os moradores de rua
Voluntários preparando almoço para os moradores de rua

Necessidades humanas

Comida para estes moradores de rua já existem várias ONGs que oferecem, a fome não costuma ser o principal problema destas pessoas, que normalmente conseguem comer até dependendo da caridade de donos de restaurantes, padarias e estabelecimentos próximos de onde a pessoa fica.

Obviamente o Instituto oferece também comida e roupas para ajudar essa população, mas Ruy acredita que o ponto diferencial que realmente pode ajudar a mudar a situação destas pessoas vem quando se oferece um acolhimento, uma estrutura de apoio e suporte para que a pessoa sozinha consiga ter a vontade e a ação para sair desta situação.

Hoje essa população conta inclusive com uma estrutura governamental do Estado e da prefeitura, mas apenas esse tipo de ajuda não dá para essas pessoas um motivo para sair desta situação. O motivo para ficar eles já têm, segundo Ruy, que é a droga.

Terapeutas voluntárias da Roda de Conversa: Miriam, Cris, Adriana e Eliane
Terapeutas voluntárias da Roda de Conversa: Miriam, Cris, Adriana e Eliane

Um mundo invisível

“Uma coisa que quase ninguém sabe, e são dados da prefeitura: 67% dos moradores de rua trabalham” conta Ruy. Eles costumam fazer pequenos serviços, como entregas, recados, descarregar e carregar caminhões e outros veículos, até vender água, doces ou outros produtos no trânsito.

Ou seja, mais de dois terços destas pessoas já tem até uma atividade, tanto que, segundo Ruy, se você observar os moradores que já dormem no albergue todos os dias, alguns já tem relógios e celulares que eles compraram, porque eles trabalham.

Infelizmente existe também o outro lado, uma parte desta população pratica pequenos roubos para sobreviver. “Para quem mora na rua, é uma situação comum” explica Ruy, que também defende que o consumo de drogas e álcool por estas pessoas é uma consequência de sua situação.

O Instituto oferece para estas pessoas várias aconselhamentos e situações de estímulo que são essenciais para mudar as suas situações, segundo Ruy. Eles podem fazer um acompanhamento psicológico, que acontece tanto em terapias em grupo como em terapias individuais. Na sede eles também tem a chance de conversar e socializar com outras pessoas, que estão dispostas a escutá-los e trata-los pelo nome, o que faz uma enorme diferença para estas pessoas.

Ruy conta que já viu muitos casos de pessoas que conseguiram sair desta situação, nunca de maneira forçada por ninguém, mas por ter as experiências que permitiram que essa pessoa enxergasse um novo caminho. “Eles vão melhorando e melhorando até chegar no ponto onde conseguem voltar para as suas famílias, arrumar um trabalho e resolver suas vidas” explica.

“O problema é que enquanto isso acontece, mais gente acaba indo para a rua” lamenta Ruy, dizendo ainda que o número de novas pessoas nessa situação é sempre maior do que o daqueles que conseguem sair desta situação.


Uma parceria que faz toda a diferença

Hoje, a Omie oferece a sua plataforma e sistema gratuitamente para o Ruy utilizar-se dela para administrar as questões financeiras e logísticas do Instituto. “Durante todo o ano de 2018 ficamos preparando nossa inscrição formal nos órgãos públicos, já que desejamos ampliar as nossas ações, e não conseguiríamos sem a parceria da Omie” afirma Ruy.

Administrar uma instituição como o Construir exige um processo muito minucioso de gestão financeira, principalmente pelo esforço de ter todos os relatórios e números da ONG disponibilizados ao público. Omie ajuda justamente com isso, oferecendo um software completo de gestão para que o Ruy consiga manter toda a administração do Instituto Construir arrumada e focar no real trabalho de ajudar pessoas.

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