O amadurecimento da franquia brasileira

Sobreviver ao ano de 2018 comprova o amadurecimento do setor de franquias brasileiro, o que esperar então do ano de 2019?

09/Jan/2019
Empreendedorismo

Quando podemos definir um setor como maduro? Eu diria que quando ele consegue manter-se crescendo mesmo em um ano onde tanta coisa dá errado. Nesta lógica, podemos dizer que o setor de franquias brasileiro já está maduro. Isso porque na tragédia que foi o ano de 2018, o setor franchising teve previsão de crescimento de 8% no ano, tendo crescido 6,8% apenas no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período em 2017, faturando 79,4 milhões de reais.

Esses números são realmente animadores, em especial porque 2019 promete ser muito diferente do ano passado. Apenas em oferta de emprego no setor, a cifra foi de crescimento estimado de 4%. E 2017 não foi um ano ruim, afinal teve crescimento de 8,4% em faturamento em relação a 2016*.

A principal propulsão deste amadurecimento foi a inovação, que se tornou constante por causa do aumento nos investimentos em tecnologia. A mudança também foi cultural, hoje contando com pequenos e médios empresários incluídos nessa busca por modernização tecnológica de seus negócios.

A dedicação dos dois lados dessa balança, franqueadoras e franqueados, em ser mais atentos a detalhes, tomar cuidados redobrados e focar na obtenção de resultados foi também fator majoritário na obtenção desta maturidade para o setor.

especificidades do mercado brasileiro

Projeção dos principais setores com destaque em 2019

Alguns setores sempre têm destaque no cenário das franquias brasileiras e isso ainda não deve mudar, porque está bastante ligado a questões culturais do país, estes setores são: entretenimento, lazer, hotelaria, turismo e alimentação.

Porém setores que tradicionalmente tem pouco espaço na economia brasileira mostram sinais de força para 2019, deixando a categoria de setores do futuro. O principal deles é o setor de franquias na área de tecnologia.

Podemos atrelar esse amadurecimento ao crescimento da cultura de start-ups no Brasil, o número de empresas desta categoria dobrou em 5 anos (2012-2017) e continua crescendo. A maioria destas empresas tem uma ligação muito forte com o desenvolvimento tecnológico, além de trazer uma nova geração de empreendedores para o mercado brasileiro.

As tendências também apontam para uma maior diversificação dos setores de ação das empresas e da chamada nichificação, que é justamente empresas procurarem setores específicos da sociedade que precisam de uma solução, e oferecê-la.

O setor de educação também apresenta crescimento no universo das franquias, especialmente na oferta de cursos de especialização para profissionais, sejam no reskilling nas suas áreas de atuação ou em cursos de expansão, como cursos de línguas.

O amadurecimento deste mercado abre uma grande porta para o setor de empreendedores e investidores que esperavam uma chance para apostar na inovação e no desenvolvimento industrial e comercial do país. É um passo importante na transformação do Brasil em um país onde é sim possível empreender.

*Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Rodrigo Azzolin

Profissional de marketing, MBA pela UNESA (Estácio de Sá) e especialista em Digital pela UDACITY. Ampla experiência em marketing, design, criação e gestão de pessoas e de projetos. Ex-arquiteto, motoqueiro, baterista, inquieto, comprometido e felizão.

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