A contabilidade está morrendo? A tecnologia vai acabar com a profissão de contador?

Carros autônomos, robôs que fazem cirurgias, criptomoedas e softwares de gestão e contabilidade. Tecnologias atuais prenunciam intensa transformação do mercado de trabalho e tendem a decretar o fim de carreiras e profissões tradicionais.

04/Jul/2018
Contadores
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A tecnologia muda o papel de diversas profissões, inclusive a do contador.

Sem dúvida, ela mudou muito nos últimos anos. Há inclusive quem diga que ela irá morrer. Uma pesquisa da Ernest Young apontou isso recentemente, de acordo com ela, até 2025 o "contador "não existirá mais.

Em parte, eles não estão enganados. O "bookkeeper" realmente já está morrendo. Antigamente, o contador era apenas um “guarda livros”, uma pessoa dedicada a calcular manualmente diversos processos, e estar sempre ciente da condição financeira da empresa, mas sem voz administrativa.

Ser guarda livros é algo que fazia sentido no século XIX e essa profissão sem dúvida sumirá.

Mas a essa classe foi dada a oportunidade de mudar - e ao longo dos anos muitos vêm fazendo isso.


As mudanças vieram com o tempo, e estão cada dia mais rápidas.

Esse é um movimento que teve início na 1ª Revolução Industrial e continua até hoje. Entretanto, diferente daquela época, nas últimas duas décadas o uso de computadores e da internet tem permitido que a maioria das carreiras simplesmente se adaptem e cresçam, e não mais deixem de existir.

A introdução do computador mudou muito as coisas a partir dos anos 1990, principalmente com o uso da internet e de sistemas de contabilidade e de planilhas eletrônicas.

Hoje, as planilhas de gestão em Excel estão sendo deixadas de lado e o uso de software de gestão ou ERP tornou-se praticamente obrigatório para a sobrevivência de uma empresa.


Mas, são apenas notícias ruins?

Entretanto, apesar do aspecto tecnológico, o que mais mudou foi justamente e o mindset do contador.

O olhar do profissional de contabilidade passou a ser direcionado para o cliente.

De acordo com o CFC - Conselho Federal de Contabilidade, em 1996, apenas 1,98% dos contadores estavam interessados em contribuir para o crescimento dos seus clientes. Em 2016, segundo o SEBRAE, esse número já ultrapassava os 70%.

Isso porque houve um questionamento no mercado, e até na academia, sobre a carreira na área. O mercado passou a buscar um perfil proativo, multidisciplinar e com foco em consultoria e resolução de conflitos.

Com isso, até o salário dos contadores tem aumentado. De acordo com a previsão do Guia Salarial da Robert Half, os maiores aumentos salariais em 2016 foram dos analistas da área, cerca de 11%. As oportunidades de crescimento são inúmeras, e o contador facilmente consegue se tornar um gestor apto à tomada de decisão.

O contador passou a usufruir de forma estratégica de toda a informação que já gerenciava, pois, o trabalho diário desses dados e processos ficou toda delegada à tecnologia. Atualmente, o profissional usa seu bem mais valioso: seu conhecimento do panorama contábil.

Uma posição mais humana

Vemos cada vez mais o contador assume uma posição entre as profissões ditas “humanas”, que não podem ser substituídas pela tecnologia. A automação de processos exaltou o potencial de gestão da profissão. O uso arcaico da contabilidade deu espaço à administração da empresa, e essa cada vez mais dá espaço ao empreendedorismo.

A contabilidade é a linguagem dos negócios, e era apenas uma questão de tempo até que se abraçassem de vez as rédeas da gestão. O sucesso está ligado a uma boa tomada de decisão, e a análise de dados que permite isso é justamente o que os contadores vêm fazendo há anos.

Mas, afinal, a contabilidade vai mesmo acabar?

Não, não vai. Essa profissão não irá morrer.

A tecnologia irá transformá-la, acabando com todos os trabalhos manuais e repetitivos e os processos darão lugar ao conhecimento.

Nas oportunidades de negócios estão se abrindo à frente, basta estar preparado para elas.

Novas oportunidades de negócios estão se abrindo à frente, basta estar preparado para elas.


José Adriano

Fanático por aprender e ensinar, responsável por treinamentos na Omiexperience. Acredita na capacidade inesgotável do ser humano em aprender coisas novas o tempo todo e que conhecimento é o grande combustível para o sucesso.

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