Pequenas empresas se mostram otimistas com o ambiente de negócios

Os resultados permitem antecipar algumas tendências do mercado, além de identificar as principais dores dos pequenos empreendedores do país.
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  • ‘Sondagem Omie das Pequenas Empresas’ mostrou que 50% das pequenas empresas observaram aumento no faturamento e 54% contrataram nos últimos seis meses
  • Perspectiva futura também é positiva: 78% adiantam que o faturamento deve crescer no curto prazo
  • Estudo ouviu CEOs, diretores, sócios e gerentes de 280 pequenas empresas

Com o objetivo de compreender o momento atual e as expectativas das pequenas empresas brasileiras, a Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, lança a primeira ‘Sondagem Omie das Pequenas Empresas’, em que consulta a opinião de empreendedores e gestores de sua base de clientes. Os resultados permitem antecipar algumas tendências do mercado, além de identificar as principais dores dos pequenos empreendedores do país. As pequenas e médias empresas possuem um relevante papel na economia brasileira, sendo responsável, segundo o Sebrae, pela geração de cerca de 30% do PIB nacional e 70% dos empregos gerados no Brasil.

Figura 1: Panorama Geral – Sondagem Omie das Pequenas Empresas (agosto/2023)

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Fonte: Omie.

A sondagem foi realizada por meio de um questionário online, direcionado aos clientes da Omie optantes pelo Simples Nacional, com foco nas pequenas empresas. Foram coletadas as percepções de 280 respondentes, sobretudo, tomadores de decisão dentro das pequenas empresas (como CEOs, diretores, sócios e gerentes). O período de coleta das respostas foi de 26 de julho a 15 de agosto de 2023. 

Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, ressalta a importância de acompanhar o setor de PMEs, sendo um dos maiores do país. “Estamos falando de um segmento de grande impacto na economia e na sociedade. Compreender este mercado, seu desempenho e suas expectativas é fundamental para que os empreendedores possam avaliar o cenário no qual estão inseridos, além de ajudá-los na tomada de decisão”, diz.

No geral, os resultados da sondagem mostram que os empreendedores e gestores das pequenas empresas estão mais otimistas com o ambiente de negócios no país, ainda que existam dificuldades na ponta de custos e despesas e um grau considerável de incertezas no contexto político-econômico a serem superadas.

O questionário contempla três perguntas relacionadas ao momento presente enfrentado pelas pequenas empresas. O principal destaque é que metade dos respondentes observou crescimento do faturamento da empresa nos últimos meses e apenas 18% identificaram retração. Tal resultado se mostra alinhado aos dados mais recentes do IODE-PMEs – indicador da Omie que acompanha as tendências das movimentações financeiras das PMEs brasileiras. No acumulado do ano até julho de 2023, o IODE-PMEs mostra crescimento de 2,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Somado ao crescimento do faturamento, 54% das empresas  indicam que houve contratações no período recente, ainda que apenas 30% representaram efetivamente a abertura de novas vagas de trabalho, enquanto 24% correspondem a vagas destinadas à reposição de equipe.

Em contrapartida, cerca de 72% das respostas apontaram um aumento de custos e despesas nas pequenas empresas nos últimos seis meses. Apenas 7% dos respondentes mencionaram redução de custos e despesas no período. “A despeito do crescimento mencionado no faturamento, este resultado pode indicar maior dificuldade dos pequenos negócios em aumentar a lucratividade no ano” diz Beraldi.

As próximas três questões da sondagem tiveram como objetivo compreender as expectativas das pequenas empresas em relação ao ambiente de negócios e, em todos os tópicos, as respostas se mostraram otimistas. A maioria dos respondentes (78%) antecipa que o faturamento da empresa irá crescer no curto prazo. Destaca-se o baixo índice de expectativas negativas nesta questão (apenas 2%). O economista explica que “as perspectivas majoritariamente positivas dos respondentes acerca da evolução do faturamento no curto prazo se mostram condizentes com o momento econômico do país, haja vista a melhora das projeções de mercado para o crescimento da atividade econômica doméstica no ano e a recente redução da meta da taxa básica de juros (SELIC) pelo Banco Central”.

Sobre a evolução de contratações, 38% dos respondentes sinalizaram que projetam abertura de novas vagas de trabalho nos próximos meses e outros 27% se mostraram propensos a acionar o mercado de trabalho apenas em caso de necessidade de reposição da equipe atual. Apenas 35% das pequenas empresas consultadas alegaram que não devem acessar o mercado de trabalho no curto prazo.

Com relação às expectativas gerais acerca da evolução da economia brasileira, 36% dos dos empreendedores e gestores das pequenas empresas sinalizaram que esperam melhora do cenário nos próximos meses. “De toda forma, observa-se que a distribuição de respostas nesta questão foi mais equilibrada (34% esperam que a economia permaneça estável e 30% esperam que haja alguma piora), o que indica que um grau considerável de incertezas ainda está presente no ambiente de negócios doméstico”, afirma Beraldi.

Por fim, uma última questão da sondagem foi direcionada a entender as principais dificuldades que as pequenas empresas enfrentam no mercado. As principais dores sinalizadas pelos respondentes (que podiam mencionar até 3 tópicos) foram: ‘Altos custos com mão de obra’ (indicado por 42% dos respondentes); ‘Elevada competitividade no segmento’ (40%); ‘Fraca demanda do mercado’ (37%); Taxas de juros elevadas (36%) e; Falta de capital de giro (30%).

Figura 2: Quais elementos do mercado mais dificultam o crescimento da empresa?

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Fonte: Omie.

“Diante do conjunto de respostas coletadas na sondagem, observa-se que as pequenas empresas se mostram mais otimistas com o ambiente de negócios no país, tanto por elementos já vivenciados no momento presente, quanto por conta de perspectivas positivas para o curto prazo”, diz Beraldi.

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