DRE: o que é e qual sua importância?

Entenda mais sobre o que é DRE e qual a importância deste documento para sua empresa. Veja os modelos de análise DRE e qual o melhor para seu negócio.

27/Jul/2020
Contabilidade

O DRE é muito utilizado na contabilidade para analisar o desempenho financeiro de uma empresa, já que permite fazer o acompanhamento dos resultados mês a mês e monitorar as receitas e despesas.


A Demonstração de Resultados do Exercício trata, portanto, de um relatório que mostra se operações de uma organização estão sendo lucrativas ou gerando prejuízos. Esse relatório deve ser feito junto ao Balanço Patrimonial e com o auxílio de um contador habilitado pelo Conselho Regional de Contabilidade.


Essa declaração deve ser gerada obrigatoriamente todos os anos. No entanto, algumas empresas também utilizam uma versão mensal do relatório, para que seja feita uma análise dos resultados da companhia.


Qual o objetivo da DRE?


Utilizar a DRE para definir as estratégias de negócio de uma empresa pode ser essencial para entender cada etapa que compõe o resultado líquido da organização. Isso pode ser feito por meio de um confronto das receitas, custos e despesas levantados, o que resulta em informações relevantes para as tomadas de decisão.


Desse modo, a gestão empresarial pode avaliar o desempenho geral da empresa, além de verificar também a eficiência de cada gestor em obter bons resultados em seus respectivos setores. 


Além disso, a DRE também possibilita que o governo avalie se os impostos foram devidamente calculados, analisando se o lucro que foi declarado na DRE bate com os lucros declarados pelos sócios no Imposto de Renda.


O que deve constar na DRE?


É preciso entender todos os itens que devem conter na declaração antes de fazer a análise de DRE. É importante destacar que todas as receitas, custos e despesas devem ser adicionados ao documento na data em que ocorreram. Veja a seguir os dados que devem constar na declaração:


  • Receita de vendas: aqui deve ser apresentada toda a receita gerada pela venda de produtos, a prestação de serviços ou o recebimento de royalties; 


  • Deduções e impostos: são os descontos que foram oferecidos, além dos abatimentos em impostos relacionados diretamente com as vendas, como é o caso do ICMS;


  • Receita líquida: outro item que deve estar na declaração é a receita líquida, que é obtida por meio da subtração da receita de vendas das deduções;


  • Custo Variável (CPV ou CMV): o Custo de Produtos Vendidos, o Custo de Mercadorias Vendidas e o Custo dos Serviços Prestados também aparecem no DRE. Trata-se dos gastos relacionados à fabricação de produtos, compra de mercadorias ou gastos envolvendo prestação de serviços;


  • Margem bruta: pode ser obtida ao subtrair a receita líquida dos Custos Variáveis e é muito importante para as organizações;


  • Despesas variáveis: outro item importante são as despesas variáveis que consistem em valores que mudam conforme fatores externos. É o exemplo do frete de entrega de pedidos, combustível, entre outros. Essas despesas não estão relacionadas com a produção;


  • Margem de contribuição: é composta pela margem bruta menos as despesas variáveis,


  • Resultado do exercício: equivale aos lucros ou aos prejuízos verificados depois do lançamento de todas as receitas e despesas listadas anteriormente.  


Como fazer a análise de DRE?


Após entender a estrutura da declaração DRE, é possível falar mais sobre como ela é feita na prática. Existem alguns modelos que podem ser seguidos, veja a seguir:


Análise vertical


A análise vertical pode ser utilizada para entender qual o percentual que representa cada conta de custos ou despesas se comparada à receita bruta. Desse modo, é possível acompanhar os percentuais e verificar se permanecem estáveis e conforme o esperado.


Caso não estejam estáveis, é possível verificar quais itens estão gerando impacto além do que deveriam sobre os resultados. Assim, o gestor poderá fazer os ajustes necessários para estabilizá-los.


Análise horizontal


Já a análise horizontal ajuda na identificação da proporção entre aumento e diminuição de fatores como receitas, custos e despesas ao longo do tempo. Nesse modelo, é possível fazer a comparação dos resultados do mês atual em relação ao mês anterior. 


Dessa forma, é possível monitorar de forma mais eficiente a produtividade e a rentabilidade da organização, entendendo se há uma melhora nos resultados ou não.


DRE Planejado X Realizado


Com o DRE Planejado X Realizado é possível visualizar se as metas planejadas estão sendo alcançadas. Dessa forma, identifica-se se esses fatores estão se desviando muito do esperado e medidas mais severas precisam ser adotadas pela companhia.


Para isso, é preciso criar uma coluna na declaração e fazer a comparação dos resultados planejados e dos resultados realizados. É preciso se basear nas mesmas estruturas que você utilizou para elaborar as projeções.


Indicadores de desempenho


A partir da declaração também é possível obter indicadores de desempenho para que seja possível efetuar uma gestão mais assertiva. Alguns exemplos de KPIs são: faturamento bruto, ticket médio, lucratividade, entre outros.


Com esses indicadores é possível monitorar o progresso do seu negócio, identificando oportunidades de aprimoramento e mantendo estratégias que estão dando resultado. 


Como a tecnologia pode ajudar o setor financeiro?


Para tornar os processos do setor financeiro mais eficientes, é possível contar com um sistema de gestão ERP. Esse software se adequa às necessidades da sua empresa e possui funcionalidades que auxiliam em atividades como emissão de nota fiscal, gestão financeira, antecipação de recebíveis e muito mais!



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