DRE: o Raio X da saúde da sua empresa

DRE é o melhor relatório para enxergar a saúde da sua empresa, mas será que você sabe como interpretá-lo?

07/07/2017
Gestão

O DRE, ou Demonstrativo de Resultados, é sem dúvida o melhor relatório para se enxergar a saúde da sua empresa. Ele vai mostrar se o seu negócio é bom e se ele está bem (essas duas coisas são diferentes como veremos).

Quando falamos em DRE, existem dois pontos onde sempre temos confusão no entendimento. O primeiro e mais frequente é, sem dúvida, o regime de apuração. Conceitualmente, o DRE deve ser gerado em regime de competência. Para ser bem simplista, isso equivale a dizer a filtrar todos os lançamentos para compor o relatório pela data de emissão das notas, não pelo pagamento (o que seria regime de caixa).

Uma das perguntas que mais ouço dos iniciantes é: por que não é possível fazer o DRE em regime de caixa? E aqui está a resposta: para saber o resultado de forma equilibrada, temos que comparar as receitas de um período com as despesas do mesmo período - e isso não tem nada a ver com os prazos de pagamento ou recebimento negociados por você com seus clientes e fornecedores. Você pode ter parcelado uma despesa em 10X, mas economicamente essa é uma despesa que você contraiu neste mês. Você pode até possuir outros relatórios que mostrem como o seu caixa está sendo gasto por cada tipo de despesa, mas isso se chama fluxo de caixa e não DRE.

O segundo ponto de muita dúvida é a separação entre custos, despesas e investimentos. Vamos começar pelo último, que é o mais simples: se você renovou os computadores da empresa, isso é um investimento. Se comprou móveis, isso é um investimento. Se comprou uma máquina nova para a sua fábrica, isso também é investimento. Investimentos tendem a ser pontuais e ficam de fora do DRE. Veja este exemplo: uma nova máquina pode fazer você produzir com um gasto menor de energia e assim reduzir o seu custo, e por isso você tomou a decisão de investir no equipamento. Investir significa colocar capital na frente (compra da máquina) para ter um benefício a longo prazo (redução do custo). Alguns modelos de DRE gerenciais preveem um total de investimentos após a apuração do resultado, mas isso é mera liberalidade.

Removidos os investimentos, temos que separar custos e despesas, e aqui o bicho pega. Custo é o conjunto de gastos necessários a entregar o seu produto fim ou serviço ao seu cliente. Por exemplo, se você é uma fábrica, é o custo médio das matérias primas consumidas mais os gastos de fabricação que compõe os produtos que você vendeu no período (custo da mercadoria vendida). Se você é um comércio, é o custo médio de compra das mercadorias revendidas. Se você é uma empresa de auditoria, é o custo total da sua equipe de auditores. Se você é uma empresa de Internet ou software na nuvem, é o custo de datacenter e do suporte, só para citar alguns exemplos. Despesa são todo o resto: custo de vendas, marketing, pessoal administrativo, etc.

Essa separação é superimportante para descobrirmos se o negócio é bom: olhando o resultado entre as receitas de um período e os custos do mesmo, descobrimos se o negócio é bom, independente da eficiência de vendas, marketing e administração. Essa diferença é o que chamamos de Margem Bruta.

Quando pegamos a Margem Bruta e subtraímos as despesas, descobrimos se o negócio está bom, e obtemos o Resultado ou EBIT. Veja que você pode decidir ir para o vermelho para investir pesadamente em marketing e vendas buscando crescer mais rápido, portanto o resultado pode não estar bom neste período, mas a Margem Bruta continua mostrando se estamos operando bem o negócio.

Voltando às despesas, costumeiramente também separamos as despesas fixas (como pessoal, aluguel, despesas administrativas) das variáveis (como comissões e marketing).

E os impostos, onde entram? A resposta é: depende. Impostos diretos sobre o faturamento devem ser abatidos da Margem Bruta. Impostos sobre folha estão juntos às despesas de pessoal correlatos. E impostos sobre o lucro não entram no DRE, pois são calculados sobre o Resultado.

Isso nos leva a um quadro gerencial que, bem resumido, fica mais ou menos assim:

O que vemos no exemplo acima? Primeiro, que o negócio é bom: cada R$ 100 vendidos temos uma margem de 40%, e depois, que o negócio está bom: reduzidas todas as despesas fixas e variáveis temos ainda um belo resultado de 28%.

Então é isso pessoal. O DRE vai lhe trazer um raio x da saúde da sua empresa, que é bem diferente do fluxo de caixa, que vai mostrar as movimentações financeiras dia a dia, por categoria. E se você é um feliz usuário do sistema de gestão Omie, verá que pode alocar cada categoria de receita ou despesa no local adequado do DRE, e ter o melhor relatório para ver a saúde da sua a um click, a qualquer momento!

Marcelo Lombardo

Sou fundador e CEO da Omiexperience S/A, empresa que desenvolve o www.omie.com, que é um sistema de gestão empresarial (ERP) na nuvem, feito para ser distribuído em parceria com escritórios contábeis, e atendidos pela nossa rede de franquias em todo o país.

Nós acreditamos que o futuro do nosso país está nas pequenas empresas. E acreditamos que fazer um sistema de gestão simples, intuitivo e eficiente, com um atendimento extraordinário, é a nossa forma de contribuir para a prosperidade desses empreendedores e, acima de tudo, do Brasil! 

Receba as novidades

Assine nossa newsletter

Obrigado por se inscrever!

Oops! Verifique novamente se informações estão corretas

Posts Relacionados

Artigos por autor

Receba as novidades

Receba as novidades

Obrigado por se inscrever!

Oops! Verifique novamente se informações estão corretas