Fluxo de caixa para MEI: dicas e como fazer

Indispensável para saber sua saúde financeira, entenda o que é e veja dicas de como fazer um bom fluxo de caixa

05/Mai/2022
Empreendedorismo

Já ouviu falar em fluxo de caixa para MEI? Pois bem, para o empreendedor, calcular o fluxo de caixa é como fazer um check-up para saber como anda a saúde. No caso dos negócios, estamos nos referindo à saúde financeira. 

O fluxo de caixa, de forma direta, pode ser definido como o dinheiro que entra e sai do cofre da sua empresa, e isso inclui vendas a prazo, parceladas, aluguel do espaço, folha de pagamento ou quaisquer outras entradas e saídas.

No entanto, para o microempreendedor individual (MEI), calcular e acompanhar o fluxo de caixa pode ser uma tarefa um pouco difícil, porém necessária. Isso porque, trata-se de uma importante ferramenta para projetar recursos e planejar os próximos meses de um negócio. 

A má gestão financeira é frequentemente apontada como um dos motivos pelos quais as empresas fecham. De acordo com o Sebrae, 48% das pequenas e microempresas (PMEs) fecham as portas em até três anos por falta de uma gestão eficiente. 

Se você é MEI e busca entender como controlar o seu fluxo de caixa, continue  leitura, pois vamos falar sobre a importância de um bom fluxo de caixa e mostraremos como fazer e realizar a análise de forma correta. 

Qual é a importância do fluxo de caixa para o MEI?

O fluxo de caixa é indispensável para o empreendedor realizar o acompanhamento das movimentações financeiras, saber como mantê-las equilibradas e se planejar para os meses seguintes. 

Nesse sentido, a ferramenta possibilita que o empreendedor viva com previsibilidade financeira, o que leva à tomada de decisões mais assertivas.

A previsibilidade financeira se refere ao controle de despesas e receitas em um determinado período. Ademais, quando um empreendedor conta com dados, fica mais fácil antecipar cenários que possam prejudicar a saúde financeira do negócio. 

Assim sendo, é possível planejar o financeiro de forma mais estratégica e observar com antecedência alguns problemas. Confira alguns dos benefícios da previsibilidade financeira:

  • Planejamento mais seguro;
  • Definição de ações;
  • Tomada de decisão data-driven.

Segundo o Sebrae, os MEIs têm a menor taxa de sobrevivência entre os pequenos negócios, somando uma mortalidade de 29%. Enquanto isso, as microempresas apresentam uma taxa de 21,6% e as de pequeno porte 17%. Ainda de acordo com o Sebrae, três em cada 10 MEIs fecham as portas em até cinco anos de atividade no Brasil.

Por conta disso, o fluxo de caixa é essencial, principalmente, para os primeiros anos de um negócio, que costumam ser os mais difíceis e decisivos. Ainda, trata-se de um elemento determinante para o sucesso de uma empresa, pois permite projeções futuras sobre o empreendimento, além de saber se vai faltar ou sobrar dinheiro.

Como fazer o fluxo de caixa para MEI?

Chegou a hora de aprender a fazer o fluxo de caixa para MEI e organizar o que entra e sai do cofre da sua empresa. Confira, logo abaixo, como trabalhar o caixa da sua empresa com eficiência para melhorar a gestão financeira. 

Registre o saldo inicial da empresa

O primeiro passo quando se decide organizar o financeiro de um negócio é registrar o quanto existe em saldo de caixa. Isso será um pouco mais desafiador, visto que ainda não é feito esse passo a passo de forma habitual. Mas não será impossível. 

Após esse primeiro desafio, é necessário definir o período do fluxo de caixa, se será mensal ou trimestral, por exemplo. Ele corresponde aos lançamentos, fechamento e análise do período determinado.

Classifique as receitas e despesas

Lembre-se de classificar as suas transações: dividir suas receitas e despesas em categorias será muito útil no futuro, pois você conseguirá visualizar o que é possível reduzir ou cortar e o que foi mais relevante durante o tempo analisado. 

Toda empresa tem diversas despesas, entre as fixas e variáveis. Nesse sentido, entre as fixas, um negócio deve sempre contar com aluguel, impostos, folha de pagamento, seguros, taxas bancárias, internet, energia elétrica e água, dentre outras. Já as variáveis, dependem do volume de produção e vendas. 

A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) é responsável por mostrar as entradas e saídas de caixa, além de entregar uma imagem precisa de um negócio. O DFC faz um alerta sobre as vendas feitas, indicando se geraram caixa suficiente para cobrir as despesas.

Para realizar a análise do fluxo de caixa de um negócio é preciso conhecer a estrutura de um DFC:

  • Fluxo de caixa para manutenção: refere-se a tudo que envolve a manutenção de um negócio, como receitas de clientes, pagamento de funcionários, fornecedores e terceiros, aluguel, luz, internet, despesas fixas e variáveis;
  • Fluxo de caixa de atividades operacionais: refere-se às principais operações da empresa, como prestação de serviço, compras, estoques, pagamentos. Tudo que envolve operação;
  • Fluxo de caixa de investimento: diz respeito a onde a empresa coloca verba para retorno a longo prazo, como aquisição/venda de propriedades e equipamentos, investimento em títulos etc.; 
  • Fluxo de caixa de financiamento: diz respeito a como a empresa obtém os fundos, por exemplo, investimento do(s) proprietário(s), empréstimo bancário e outras dívidas de longo prazo.

Organize as previsões de receitas e despesas

Para ter a previsibilidade de receitas e despesas é primordial organizar tudo em categorias. Então, defina categorias de receitas e categorias de despesas que ainda virão e mantenha isso sempre atualizado. Para tanto, utilize ferramentas a seu favor, como planilhas, anotações, cadernos e, o mais recomendado, sistemas de gestão.

Atualize e corrija os lançamentos

No meio do percurso, não deixe de fazer as atualizações de lançamentos além de correções, por exemplo, de uma conta em que você tinha uma margem e acabou vindo a mais do que o esperado. 

Como analisar o fluxo de caixa?

De nada adianta separar as informações que mencionamos aqui sem analisá-las. É como separar os ingredientes de um bolo, mas não misturá-los, formar uma massa e colocar para assar. 

Por isso, siga os passos anteriores que mostramos, mas, também, realize a análise do seu fluxo de caixa. A seguir, entenda o que fazer com as informações que foram separadas anteriormente.

Indicadores de fluxo de caixa

Para definir os indicadores-chave do sucesso da sua empresa é preciso acompanhar algumas métricas. Confira!

Resultado Bruto (Margem Bruta)

Esse indicador representa o quanto em valor deve ficar no caixa. Para saber, faça a conta: 

  • Faturamento - Custos variáveis = Resultado operacional (Margem Operacional)

Esse indicador mostra o quão saudáveis estão as operações da empresa, ou seja, se elas estão dando resultado. Para chegar ao número, utilize:

  • Resultado brutos - Despesas operacionais (despesas fixas)

Geração de caixa

Esse indicador demonstra se o dinheiro faltou ou sobrou. Isso ajuda você a entender se terá saldo e fôlego para os próximos meses ou precisará pegar um financiamento, sofrer queda nas vendas ou aumento no preço dos principais insumos. Para chegar ao indicador, basta subtrair todas as saídas após obter o resultado operacional.

Análise vertical 

A análise vertical de um DFC é também conhecida como análise de estrutura e pode ser feita debaixo para cima ou de cima para baixo. Nesse sentido, é utilizada para identificar a porcentagem de participação de um determinado indicador de resultados. Por meio dela, podemos analisar onde o total de volume de receitas ou despesas está mais concentrado.

Análise horizontal

A análise horizontal permite comparar resultados de um mesmo indicador em períodos anteriores ao analisado, por isso o nome de análise horizontal. Assim, é possível verificar a evolução de contas a pagar e a receber de forma diária, semanal ou mensal. 

Use um sistema para te ajudar

Tudo o que mencionamos pareceu um bicho de sete cabeças para você? Além de ter o auxílio de um contador, também é indicado a utilização de um sistema de gestão empresarial para evitar erros, falhas humanas e aumentar a produtividade das entregas feitas pela contabilidade. 

Um sistema de gestão empresarial é chamado de ERP e facilita a rotina da gestão financeira dos negócios. A Omie, por exemplo, é um sistema de gestão empresarial completo que entrega nas suas mãos o controle de todo o negócio ao fazer integrações com todas as áreas. 

Mude a forma como você lida com a gestão financeira

Aqui, pudemos perceber que sem uma boa gestão financeira as empresas não crescem e prosperam. Para que o seu negócio não entre em uma estatística negativa, busque por soluções que ofereçam o que citamos nesse conteúdo. A Omie tem a solução para o grande, médio e pequeno empreendedor: um sistema ERP online completo!

Não deixe de cuidar da saúde financeira da sua empresa. Coloque nossas dicas em prática no seu dia a dia e obtenha mais segurança para tocar o seu empreendimento. Destrave o seu crescimento!

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