Bloco K 2019, o drama dos contadores

A corrida para entregar os registros do Bloco K realmente começou, é uma realidade, está valendo! Seu escritório de contabilidade está preparado?
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É verdade que os registros K200 e K280 são obrigatórios para geração de um dos mais recentes blocos da Sped Fiscal, mas ainda não em sua totalidade. E acredite, nem isso está sendo suficiente para deixar de cabelo em pé, os contadores(as) que ainda os têm.

Brincadeiras a parte, a preocupação para cumprir mensalmente o prazo do Bloco K em 2019 é imensa pelas empresas que possuem essa obrigação, mas principalmente para os contadores e as contadoras dos escritórios de todo o Brasil.

Entenda o que o fisco exige e como fazer a adequação dos cadastros.

Dificuldade em fazer os registros do Bloco K

Conscientizar os clientes sobre a importância de cumprir com essa obrigação acessória é dos principais desafios na hora dos escritórios contábeis executarem esta tarefa. Na grande maioria, clientes não colaboram por:

– falta de entendimento;

– falta de seriedade sobre o assunto;

– falta de controle do estoque;

– falta de um software de gestão;

– supor que só o contador é responsável.

Para os escritórios contábeis, a parametrização correta do sistema é uma tarefa bem complicada, e a adequação dos cadastros é missão quase impossível. Portanto, fazer um alinhamento com seu cliente é o primeiro passo.

O que o fisco exige no Bloco K em 2019

Ao contrário do Bloco H, o Bloco K se refere à produção, estoque, compras e faturamento com prazo de entrega mensal, como já falado anteriormente no passo 3 do Guia Bloco K. Assim, as informações que devem ter nos registros, são:

– 0200: identificação do item
– 0210: consumo específico padronizado
– K100: período de apuração ICMS/IPI
– K200: estoque escriturado
– K220: movimentações internas
– K230: insumos produzidos
– K235: insumos consumidos
– K250: produção de terceiro
– K255: insumo consumido
– K260: reproceso de produção
– K265: reproceso de insumos
– K270: correção
– K275: correção de insumos
– K280: correção de estoque escriturado

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Isso tudo tem levado muitos escritórios a preencher e entregar o Bloco K com informações sabidamente incorretas. E o que dizer dos meus alunos confessando que estão entregando o Bloco K em branco para futuras retificações?

Avalio essas situações e me pergunto:
– Quando e como farão as retificações?
– Quando vão surgir as informações corretas dos meses que ficaram para trás?

O segundo passo para entrega do Bloco K é conseguir todos os dados necessários corretamente e integrados a um sistema de gestão.

Tipos de profissional quando o assunto é Bloco K

Nos meus treinamentos ou nos trabalhos de consultoria tenho notado a existências de dois grupos distintos quando o assunto é entregar essa nova obrigação acessória.

O primeiro grupo é daqueles contadores e contadoras que ainda não se deram conta da seriedade, cruzamentos e penalidades que podem surgir a partir de uma fiscalização em cima do Bloco K. São profissionais que me dizem o seguinte: “isso é obrigação do cliente, se ele não mandar eu não posso fazer nada”.

O segundo grupo é daqueles Contadores que já estudaram um pouco mais o tema, estão buscando estudar e aprofundar seus conhecimentos acerca dos perigos desta obrigação.

Esses já perceberam que não basta apenas esperar o cliente gerar e mandar a informação, já sabem que sozinho o cliente não vai conseguir cumprir aquilo que o fisco exige.

Esse segundo grupo já entendeu que talvez o caminho seja trabalhar em parceria com o cliente para que juntos possam atingir o objetivo comum que é atender às exigências do governo, o sócio surpresa da empresa.

E você, meu amigo profissional, em qual dos grupos da área tributária você está?

Para entender tudo sobre o Bloco K, confira nosso guia completo no link.

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