A conscientização sobre a contabilidade da riqueza

A “contabilidade da riqueza” consiste em um elo entre contador e cliente em busca de prosperidade que, com o tripé, metodologia, estratégia e ferramenta certa, será atingida com assertividade e segurança.

24/Out/2018
Omie Smart

No artigo anterior, Novas reflexões sobre o papel do contador – uma abordagem consultiva, mencionei o momento surpreendente em que o cliente e o contador chegam à conclusão de que, juntos, podem formar uma parceria para alavancar ações e soluções para que prosperem em seus negócios.

Estaria formada uma parceria de sucesso?

Pode ser que sim, mas não é tão simples quanto parece. Importante entendermos que, na teoria, o contador é o profissional ideal para atuar como o consultor estratégico e ajudar o seu cliente a prosperar.

Aqui inicia o que podemos chamar de conscientização da riqueza.

Primeiro, o empresário precisa determinar suas metas e seus objetivos, refletir sobre o rumo do seu negócio, para onde espera ir, quais mercados deseja atingir e quais suas projeções de crescimento. Enfim, ter uma ideia clara destes grandes objetivos e qual a sua disposição para isto ao longo do tempo.

Por outro lado, o seu contador, quer dizer, o seu consultor financeiro - ou, seu conselheiro estratégico, ou ainda, seu CFO - precisa entender e validar estes objetivos, se são factíveis e se existem condições econômicas, políticas, mercadológicas, financeiras e humanas para essa realização.

Nesta fase, é importante que existam estes questionamentos bilaterais. Uma discussão que deve ser aberta e direta para trazer ideias, restrições e variáveis a serem consideradas, com o objetivo de se estabelecer as melhores alternativas de crescimento e de como aplica-las com assertividade e segurança.

Desejo x Realidade

Essa primeira etapa já é um trabalho relativamente complexo, que envolve algumas boas conversas e pesquisas sobre estas condições. Importante que se diga: desejo e realidade são coisas diferentes. Pode-se ter a mente na lua, mas é fundamental manter os pés no chão (como dirão os filósofos de plantão) e aqui cabe um ponto de atenção.

Afinal de contas, consultoria financeira não significa apenas acompanhar indicadores contábeis ou financeiros tradicionais.

O levantamento de informações e uma análise detalhada do segmento do cliente (será que aqui temos outra tendência futura?), como informações financeiras da empresa, concorrentes, tendências, taxas de crescimento, resultados dos últimos anos, projeções e tamanho do mercado, precisam ser feitos pelo enfim, agora, consultor financeiro.

Assim o plano de trabalho terá muito mais chance de dar certo e a produtividade do trabalho certamente será maior. Perceba, não é uma reunião de cafezinho, é muita inspiração e transpiração.

Resumidamente, o início da consultoria é a projeção de um plano para que esta parceria se fortaleça e os objetivos sejam alcançados. Pensando como seria o processo na prática, me parece algo apaixonante e desafiador para ambos.

Planejamento estratégico

A próxima fase será, sim, o planejamento estratégico de fato – é nesta fase da consultoria que está a base do crescimento. Aqui as empresas planejam sobre o que será feito para alcançar os objetivos e quais pessoas chave precisam participar deste projeto pois, afinal de contas, é um trabalho complexo e precisa ser feito em equipe.

E mais, quais ferramentas serão utilizadas como base de apoio. Qual o ERP que nos trará estas informações e quais processos ainda teremos que implementar? E sobre a ferramenta de análise de cenários, o que iremos precisar? Certamente algumas destas respostas estão na análise de indicadores SMART (específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais), na elaboração do orçamento, projeção de cenários futuros, fluxo de caixa e planejamento estratégico.

Nos próximos artigos falaremos mais sobre o planejamento estratégico, suas ferramentas, e tudo que o envolve, para que seja algo realmente eficaz e permita que o empresário tenha visibilidade, entenda o planejamento e para que, junto ao seu consultor financeiro, faça o acompanhamento de todos os desdobramentos existentes.

E então, faz-se da teoria a prática: o contador efetivamente atuando na arte da riqueza, da prosperidade e realizando bem o papel do qual se preparou e que é capaz.

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Wagner Xavier

Wagner Xavier é Diretor de Contas Especiais na Omie.
Com vasta experiência no mercado de tecnologia voltado para contadores e um fã confesso do bom rock’n’roll.
Quer falar com ele? wagner@omie.com.br

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