Como declarar imposto de renda 2022: saiba como ajudar seu cliente

Dúvidas sobre a documentação, mudanças e quem deve declarar o IR 2022? Saiba todos os detalhes neste artigo!

07/Abr/2022

A mordida do leão está chegando! Com ela, surgem algumas dúvidas sobre como declarar o imposto de renda, já que se ocorrer algum erro o empreendedor ou pessoa física pode cair na malha fina da Receita Federal e ter uma série de problemas relacionados a isso.

O papel do contador durante o período de declaração de imposto de renda é muito importante, nessa hora, o profissional deve auxiliar os clientes no preenchimento do documento, além de ser um bom momento para a aquisição de novos clientes e fidelização de outros.

Para ajudar os clientes, primeiro é necessário entender quais são as principais dificuldades que eles têm relacionadas ao IR. Para tanto, reúna as dúvidas, busque o que ele já sabe sobre o assunto e quais documentos já tem em mãos. 

Na declaração de IR, é comum que empresários e pessoas físicas fiquem em dúvida sobre a documentação, o que é preciso declarar ou não e qual o passo a passo. No caso das pessoas jurídicas, também é possível que o excesso de tarefas atrapalhe o entendimento ou andamento no processo, por isso, novamente, a ajuda de um contador é essencial.

Quer saber como ajudar os seus clientes? Continue a leitura e veja algumas dicas que preparamos para você!

Relembrando: o que é Imposto de Renda?

Popularmente chamada de “mordida do leão'', o Imposto de Renda (IR) existe desde 1922 e é um tributo cobrado de forma anual pelo Governo Federal das pessoas físicas e pessoas jurídicas.  

O IR é um tributo pago de acordo com os rendimentos declarados. Dessa forma, os cidadãos com renda mais elevada pagam mais impostos, proporcionalmente. 

Na declaração, o contribuinte deve preencher as informações com a renda que obteve nos 12 meses do último ano. Na lista, entram ganhos como salários, aluguéis (recebidos), prêmios de loterias e investimentos.

Como dito anteriormente, o IR é aplicado sobre cidadãos e empresas, por isso, divide-se entre duas categorias, conforme detalharemos melhor a seguir.

Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)

O Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) incide sobre pessoas físicas que residem no país ou no exterior, no caso do recebimento de rendimentos de fontes brasileiras. Existem algumas regras que mostram quem se enquadra como contribuinte. Neste caso, é necessário dar atenção aos itens.

As alíquotas variam de acordo com a renda, de forma que quem recebe rendimentos anuais abaixo da média divulgada pela Receita Federal fica isento da declaração e pagamento do imposto.

Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)

O Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) é voltado para as empresas brasileiras. Nesse caso, a incidência recai sobre o lucro, sendo real, presumido ou arbitrado. A alíquota do IRPJ é de 15% sobre o lucro apurado, com adicional de 10% sobre a parcela do lucro que exceder R$ 20.000 por mês.

No caso do adicional, ele incide sobre os resultados tributáveis de pessoa jurídica que explore atividade rural.

Quem deve declarar o imposto de renda

Em 2022, a receita espera receber cerca de 34 milhões de declarações de IR. As regras sobre quem deve declarar e o período saíram no mês de fevereiro. Neste ano, está previsto o seguimento do calendário tradicional anterior ao da pandemia de Covid-19.

O período de declaração será do início do presente mês de março até o final de abril. Veja, logo abaixo, quem deve declarar o IR em 2022:

  • todos os brasileiros com rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 no ano passado;
  • contribuintes com rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superior a R$ 40 mil em 2021;
  • contribuintes que obtiveram ganho de capital ou alienação de bens ou direito, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
  • em atividade rural, a obtenção de receita bruta superior a R$ 142.798,50 no último ano;
  • posse ou propriedade de bens ou direitos de valor total ou superior a R$ 300 mil até o dia 31 de dezembro de 2021;
  • cidadão que passou à condição de residência no Brasil em qualquer mês de 2021 e encontrava-se nessa situação em 31 de dezembro de 2021;
  • optantes pela isenção de IR sobre ganho de capital na venda de imóveis residenciais, cuja renda seja aplicada na aquisição de outros imóveis residenciais dentro do país no prazo de 180 dias, contado a partir da data do contrato de venda.

Afinal, quais bens não precisam ser declarados? Confira:

  • saldos em conta-corrente abaixo de R$ 140;
  • bens móveis, exceto carros, embarcações e aeronaves, com valor abaixo de R$ 5 mil;
  • valores de ações ou outros ativos financeiros com valor abaixo de R$ 1 mil;
  • contribuintes com dívidas menores que R$ 5 mil até 31 de dezembro de 2021.

Isenção de IR

Normalmente, os isentos de declaração do IR são as pessoas que tiveram rendimentos abaixo do limite do ano-calendário divulgado pela Receita. No entanto, também existem outros casos que entram na isenção:

  • pessoas portadoras de doenças graves (AIDS, alienação mental, cardiopatia grave, cegueira, esclerose múltipla e outras 11 patologias);
  • pessoas com rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma. 

No caso de solicitação de isenção de IR, é necessário a apresentação de laudo pericial que comprove a condição.

Documentação necessária para declarar IR

Para não cair na malha fina, é essencial reunir toda a documentação necessária para declarar o seu IR. Ainda, além dos bens, deve haver a inclusão de alguns documentos. 

Com todos os documentos solicitados, a Receita pode realizar a apuração de dados e os erros durante o processo serão evitados. 

Entre a documentação necessária para declarar o IR, estão:

  • informe de rendimentos do empregador pessoa jurídica;
  • informe de rendimentos de instituições financeiras, como o banco de investimentos;
  • comprovante de recebimento de pensão ou aposentadoria, caso aplicável;
  • notas fiscais de serviços médicos e de educação, entre outros;
  • informe de valores recebidos e bens.

Como declarar IR para meus clientes?

Um contador auxilia, e muito, todo o processo de declaração de IR de seus clientes. Dessa forma, contar com um profissional é um grande passo para obter sucesso na declaração do IR 2022.

Nesse sentido, o contador que busca declarar o IR para seus clientes, deve ter algumas atitudes, como:

  • estabelecer uma boa comunicação com o cliente e oferecer todas as informações necessárias.
  • solicitar toda a documentação necessária com antecedência;
  • organizar os documentos e ficar de olho no prazo de entrega;
  • estabelecer uma boa comunicação com o cliente e oferecer todas as informações necessárias.
  • fazer e manter um bom planejamento tributário;
  • utilizar a tecnologia ao seu favor: um sistema ERP facilita muito os processos de IR;

Atualizações do IR para 2022

A declaração do Imposto de Renda de 2022 sofreu algumas mudanças em relação ao ano anterior, logo, é essencial ficar de olho nessas mudanças para não sofrer com complicações da desinformação. 

Veja, a seguir, algumas das principais atualizações do IR para 2022:

  • agrupamentos dos códigos de bens e direitos;
  • informação dos rendimentos diretamente ao incluir bens ou direitos;
  • informação do telefone e e-mail do dependente;
  • encerramento do código 38 (Fundo de Aposentadoria Programada Individual). Os valores devem ser declarados no 36 – Previdência Complementar;
  • no código 99 (outros) será possível a identificação de quem fez a despesa: titular ou dependente;
  • para todos os códigos, será possível a descrição do pagamento.

Declaração de imposto de renda: conte com um sistema ERP

O contador que tem um sistema ERP, com certeza, consegue reunir as informações necessárias para declaração de IR com muito mais rapidez. 

Se você é um contador e ainda não conta com um sistema ERP, entenda as vantagens que a automação de processos do ERP Omie oferece:

  • registro de informações fiscais;
  • integração de informações fiscais;
  • acesso facilitado a dados;
  • integração de processos;
  • implementação rápida;
  • máxima economia;
  • suporte total ao cliente;
  • segurança de dados;
  • emissão de nota fiscal.

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