O que é risco sacado e como funciona esta operação? Confira as principais mudanças em 2024!

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Em um cenário financeiro cada vez mais dinâmico e complexo no empreendedorismo atual, entender os mecanismos por trás das operações é essencial para tomar decisões informadas e assertivas para o seu negócio. Entre as estratégias utilizadas no mercado, o “risco sacado” emerge como uma técnica que ganha destaque, especialmente em meio às transformações que ocorrem em 2024. 

Neste texto, exploraremos o que é o risco sacado, como funciona essa operação e as principais mudanças que têm impactado essa prática neste ano. 

Ao compreender os fundamentos e as atualizações mais recentes relacionadas a essa modalidade, você estará no ponto para navegar pelos desafios e oportunidades. Vamos juntos?

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O que é risco sacado?

Entender o “risco sacado” é fundamental, pois envolve uma estratégia financeira que pode afetar diretamente a saúde financeira de seu negócio. Em termos simples, o risco sacado, também conhecido por “forfait” ou “confirming”, é uma prática na qual uma instituição financeira transfere o risco de crédito de um empréstimo para outra parte, como um investidor ou um fundo de investimento. 

Imagine que você, como empreendedor, está buscando um empréstimo para expandir seu negócio. Ao recorrer a um banco, você pode obter esse empréstimo, mas o banco pode não querer manter o risco associado a ele em seu balanço. Então, o banco pode decidir “sacar” esse risco, ou seja, transferi-lo para outra parte, como um investidor disposto a assumir esse risco em troca de um retorno financeiro.

Essa prática pode ser benéfica para o empreendedor, pois pode facilitar o acesso ao financiamento e reduzir a exposição ao risco de crédito. No entanto, também é importante compreender os termos e condições associados a essa operação, bem como os possíveis impactos no custo do empréstimo e na flexibilidade financeira do negócio.

Em suma, para quem empreende, o risco sacado representa uma oportunidade de acessar financiamento enquanto transfere parte do risco associado a esse empréstimo para outras partes interessadas no mercado financeiro.

Como funciona o risco sacado na prática?

Na prática, o funcionamento do risco sacado envolve várias etapas e participantes:

1. Empreendedor

O empreendedor, que pode ser uma empresa ou indivíduo, busca um empréstimo para financiar suas operações, expandir seu negócio ou para outros fins comerciais.

2. Instituição financeira

Uma instituição financeira, como um banco, fornece o empréstimo ao empreendedor. No entanto, em vez de manter todo o risco associado a esse empréstimo em seu próprio balanço, a instituição financeira busca transferir parte desse risco para outras partes interessadas.

3. Investidores

Os investidores são os principais participantes que assumem o risco sacado. Eles podem ser indivíduos, fundos de investimento, empresas ou outras entidades financeiras que buscam oportunidades de investimento.

4. Veículo de investimento

Em muitos casos, os investidores participam do risco sacado por meio de veículos de investimento específicos, como fundos de investimento em crédito ou veículos estruturados.

5. Transferência de risco

A instituição financeira transfere parte ou todo o risco associado ao empréstimo para os investidores ou para o veículo de investimento. Isso é feito por meio de instrumentos financeiros, como títulos lastreados em ativos ou outros tipos de valores mobiliários estruturados.

6. Retorno financeiro

Em troca de assumir o risco do empréstimo, os investidores recebem um retorno financeiro. Esse retorno pode ser na forma de juros, pagamentos de principal ou outros rendimentos gerados pelo empréstimo.

Assim, o funcionamento do risco sacado na prática envolve a transferência do risco de crédito de um empréstimo da instituição financeira para investidores ou outros participantes do mercado financeiro, proporcionando oportunidades de investimento e diversificação de riscos para ambas as partes envolvidas.

Tomemos como exemplo uma transação entre um fornecedor e uma empresa compradora. Suponha que o fornecedor vendido tenha produtos no valor de R$ 1.000,00, com prazo de pagamento de 60 dias. Se o fornecedor optar por antecipar a obtenção desse valor, ele poderá recorrer a um banco e receber, por exemplo, R$ 950,00 imediatamente. Os R$ 50,00 restantes representam a taxa cobrada pelo banco pelo serviço de antecipação.

No entanto, a empresa compradora não efetua o pagamento diretamente ao fornecedor nos R$ 1.000,00 acordados. Em vez disso, esse montante é direcionado ao banco no prazo estipulado (no exemplo, em 60 dias). Essa dinâmica reflete o funcionamento do risco sacado, em que o banco assume o risco de crédito associado à empresa compradora.

Por outro lado, se o fornecedor optar por não antecipar o pagamento, a empresa compradora realizará o pagamento diretamente ao fornecedor, sem intervenção do banco. Nesse cenário, não há ocorrência de risco sacado, pois o risco de crédito não é transferido para o banco.

Esses exemplos ilustram como o risco sacado opera na prática, destacando a dinâmica entre fornecedor, empresa compradora e banco, e os diferentes cenários que podem surgir com ou sem a antecipação do pagamento.

Por que considerar o risco sacado?

Considerar o risco sacado pode ser vantajoso por várias razões:

Acesso a capital

Para empreendedores, o risco sacado pode significar maior acesso a capital. As instituições financeiras podem estar mais dispostas a conceder empréstimos se puderem transferir parte do risco associado a esses empréstimos para investidores.

Diversificação de riscos

Para investidores, o risco sacado oferece uma oportunidade de diversificar sua carteira de investimentos. Ao assumir o risco de crédito de uma variedade de empréstimos, os investidores podem reduzir sua exposição a qualquer empréstimo individual ou setor específico.

Geração de rendimentos

Investir em operações de risco sacado pode fornecer retornos atrativos. Como os investidores assumem o risco de crédito, eles são recompensados ​​com pagamentos de juros ou outros rendimentos associados aos empréstimos.

Flexibilidade financeira

Para as instituições financeiras, o risco sacado oferece flexibilidade financeira. Ao transferir parte do risco associado aos empréstimos para investidores ou veículos de investimento, as instituições financeiras podem liberar capital para outras atividades comerciais ou reduzir sua exposição em determinados setores ou tipos de empréstimos.

Redução de exposição ao risco

Para empreendedores, o risco sacado pode ajudar a reduzir sua exposição ao risco de crédito. Ao transferir parte do risco associado a seus empréstimos para investidores, os empreendedores podem proteger sua empresa contra inadimplência ou outros eventos adversos.

Como contratar o risco sacado?

Contratar o risco sacado envolve várias etapas e pode variar dependendo do contexto e das partes envolvidas. Aqui estão os passos gerais que podem ser seguidos para você ter uma ideia e se planejar:

Passo 1: identificação da necessidade

O primeiro passo é identificar a necessidade de financiamento ou uma oportunidade de investimento que justifique a utilização do risco sacado. Isso pode envolver a avaliação das necessidades de capital da empresa, a identificação de oportunidades de investimento ou a análise de projetos que requerem financiamento adicional.

Passo 2: negociação com instituições financeiras

Se você é um empreendedor ou empresa que busca financiamento, o próximo passo é negociar com instituições financeiras que oferecem esse tipo de produto. Isso pode envolver a apresentação de sua proposta de empréstimo e a negociação de termos e condições, incluindo taxas de juros, prazos de reembolso e estrutura de risco sacado.

Passo 3: avaliação de riscos e retornos

Tanto para empreendedores quanto para investidores, é crucial realizar uma análise detalhada dos riscos e retornos associados ao risco sacado. Isso pode incluir a avaliação da qualidade do crédito dos tomadores de empréstimos, a análise das garantias subjacentes e a avaliação da estrutura financeira e operacional das partes envolvidas.

Passo 4: documentação legal

Uma vez acordados os termos e condições do risco sacado, é necessário formalizar o acordo por meio da elaboração e assinatura de documentos legais legais. Isso pode incluir contratos de empréstimo, acordos de transferência de risco e outros documentos pertinentes.

Passo 5: implementação e monitoramento

Após a conclusão da documentação legal, o risco sacado entra em vigor e as partes envolvidas devem implementar os procedimentos necessários para transferir o risco de forma eficaz. Além disso, é importante estabelecer mecanismos de monitoramento contínuo para monitorar o desempenho dos empréstimos ou investimentos e fazer os ajustes necessários.

Passo 6: gestão de riscos

Ao longo da vigência do contrato de risco sacado, é essencial implementar práticas robustas de gestão de riscos para mitigar possíveis problemas e garantir que todas as partes cumpram suas obrigações de acordo com o acordo.

Vale ressaltar que a nota fiscal serve como comprovante de operação comercial e pode ser utilizada como garantia de antecipação de recebimentos. 

Assim, o risco sacado pode estar intrinsecamente ligado à emissão e ao processamento de notas fiscais em transações comerciais, especialmente em contextos onde há a necessidade de transferência de risco de crédito para terceiros, como instituições financeiras.

Mudanças em 2024

A partir de 2024, as organizações serão obrigadas a incorporar em suas projeções financeiras os novos procedimentos de divulgação das operações de risco sacado. Estes procedimentos incluem a apresentação dos seguintes detalhes: 

  • os termos e condições das transações realizadas com fornecedores
  • a exposição ao risco sacado em cada fluxo de caixa do balanço; 
  • e uma análise minuciosa das operações contratadas, abrangendo prazos de pagamento, efeitos não financeiros e possíveis riscos de liquidez.

É importante ressaltar que esta exigência não se estende aos relatórios trimestrais, aplicando-se somente aos relatórios anuais. 

Essa medida visa aprimorar a transparência e a prestação de contas das empresas, fornecendo às partes interessadas informações relevantes para uma avaliação precisa do cenário financeiro e dos riscos envolvidos nas operações comerciais.

As mudanças relacionadas ao risco sacado em 2024 têm o potencial de impactar tanto investidores quanto empresas de várias maneiras:

  • Para os investidores: as novas exigências de divulgação nas projeções financeiras das empresas oferecem uma maior transparência e visibilidade sobre a exposição ao risco sacado. Isso pode auxiliar os investidores na avaliação do risco associado a determinadas empresas, permitindo uma tomada de decisão mais informada e uma gestão mais eficaz de suas carteiras de investimento;
  • Para as empresas, as novas obrigações de divulgação podem significar uma maior complexidade e rigor na preparação de suas previsões financeiras. Eles precisarão dedicar recursos adicionais para garantir a conformidade com as novas normas, bem como para fornecer informações detalhadas sobre suas operações de risco sacado. 

É importante ressaltar que contratar o risco sacado pode ser uma tarefa complexa que requer expertise financeira e jurídica. 

Portanto, é essencial buscar orientação profissional de um contador de confiança, expert em tendências da contabilidade, durante todo o processo para não cometer ilegalidades, combinado?

A importância da transparência financeira

Agora você já conhece o risco sacado, como funciona e sabe que as mudanças para 2024 representam um passo significativo na direção à transparência e à gestão de riscos mais eficazes no mercado financeiro. Tanto investidores quanto empresas serão beneficiados por uma maior visibilidade sobre as operações de risco sacadas, permitindo uma avaliação mais precisa do impacto potencial nos negócios e nas decisões de investimento. 

Para se adaptar a essas mudanças e garantir uma gestão financeira sólida, conte com soluções avançadas de gestão, como o sistema Omie. 

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