Governança de dados e seu impacto na estratégia dos negócios

A governança de dados é fundamental para a estratégia de uma empresa, principalmente para fazer a melhor gestão dos dados.

27/Mai/2021
Empreendedorismo

O volume de dados produzidos no mundo está se multiplicando rapidamente. De 33 ZB em 2018 para um estimado de 175 ZB em 2025. Com a pandemia, esse processo se acelerou ainda mais e em questão de meses, empresas implantaram em seus negócios ferramentas digitais que levariam no mínimo alguns anos. Mas isso não necessariamente traz retorno: em pesquisa, 68% dos dados disponíveis para as empresas não são usados. Outro estudo da ESG ainda aponta que a maioria das organizações não têm uma estratégia de dados madura — apenas 26% sinalizaram alguma. 


A transformação digital de uma empresa deve estar sustentada pela clareza sobre onde os dados estão armazenados e como eles serão usados para atender às metas de negócios. E é onde a governança de dados se torna fundamental. 


Segundo o relatório da ESG, sem uma governança de dados, as empresas têm visto a integração entre a operação de dados e a proteção diminuir. Quando o contrário, ou seja, a implementação de uma governança, a empresa ganha métodos e processos claros para padronizar, integrar, proteger e armazenar dados corporativos. Como adicional, se tornam responsivas e muito mais flexíveis para lidar com crises ou movimentos disruptivos e novas parcerias. 


Um dos principais benefícios trazidos pela governança de dados é a organização de todas as informações coletadas. Cria uma espécie de catálogo. Ela ajuda a saber quais dados você tem, onde estão e como podem ser usados. Muitas empresas ainda se veem em situações nas quais sabem que têm conteúdo, mas não conseguem acessar ou é de difícil localização, o que pode acabar deixando dados críticos para trás. 


Outra vantagem é a segurança. Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), transparência sobre a coleta e uso de informações dos usuários se tornaram regras e com a governança as empresas conseguem identificar as informações pessoalmente identificáveis (PIIs) coletadas durante todo o processo e por meio da política e gerenciamento de metadados podem automatizar a conformidade para evitar multas e violações. 


No entanto, a governança de dados ainda é mais popular apenas para grandes empresas, principalmente do setor financeiro, segundo pesquisa. Mas aos poucos suas vantagens começam a ficar mais claras para os negócios: 87% dos 220 profissionais ouvidos pela ESG disseram já ver que uma estratégia de governança de dados sólida é a base para ter maior visibilidade, transparência e controle.


Sua implementação não é instantânea. Demanda tempo e envolvimento da liderança até a base. Sua adoção, normalmente, começa por etapas: é aplicada em um projeto de protótipo gerenciável para depois ser expandida para projetos mais complexos ou no desenvolvimento de um programa por toda a empresa. Independente do tamanho do negócio, o Data Governance Office (DGO), seja com um perfil mais operacional, estratégico ou híbrido, pode ajudar nesse processo e viabilizar que cada executivo atue como um promotor da governança de dados em suas verticais de negócio. 


Como previsto pela McKinsey, a recuperação econômica pós-pandemia será conduzida digitalmente e amplamente dependente do uso otimizado dos dados. E os insights e as estratégicas criadas a partir deles são fundamentais para estar preparado para esse futuro. 


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